sábado, 24 de fevereiro de 2024

Informe do criador e dono de Imundície Imaginativa

 Meu nome é Peter Richardson. Eu sou o criador do usuário Super Escritor (criador e dono desse blog)   ou seja, eu sou o único criador e dono desse blog, Imundície Imaginativa. Atenção: ninguém que não seja o criador e dono desse blog (eu, Peter Richardson) está autorizado a reproduzir, total ou parcialmente, o conteúdo desse blog.

Peter Richardson 


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Poema: " Acidentes paradoxais"

 Acidentes paradoxais`
Zeros caindo
Argolas atuando e jogando argila no palco
Soneto radioatividade risada
Língua enrugada
Irredutível chicote anti - social
um cometa sem maiúscula
flor canta inclinada ao drama
parábola gráfico
precisar é amargo
Tiny little things
E linha de chegada
A verdade é um labirinto feito de pixels rearranjáveis
É quente como uma formiga em chamas
Desmemoriada
Correção
Sábados são criativos
Filologia
Início do Big Bang
Ego incontrolável
Evolução objetiva
Meditação
Talvez não role, talvez desenrole
Como uma minhoca num bambolê
Pérola flexível
Sonhar demais 
Pipocas coloridas na caixa desintegrante
Diminui
Lâmina desafinada
Empatia cega
Sorriso
hj êgsgdj
Mergulhar rasa raso profundidade substantivo
Lágrimas negras
A sombra pode pegar a todos nós
Ecstasy
O sol dói
Grunhido
Esquecido
Alma
Perdendo momentos
Satisfação
Hiena
Toque bom estilístico
Medo
Complicado
Sem verdejante ondulante
A solidão talvez seja boa
Sempre foi bagunça
Ponte destruindo
Calendário inflando
Jornalismo amarelado
Quadrado
Alfabeto caótico
Voz linda cheia de tom precisão que vibra efêmera eterna 
contradição dupla tripla virtual
Quebrar regra
Três linhas
É complicado ter correntes derretendo
A flecha ainda está rasgando o urânio
Zumbido de teclas
Ordem desalfabética
Não vivia na mesma vibração em relação ao específico
A alma do personagem foi embora
Letra escura, líquida, molecular, maluca e vazia
Decoração
Agradar o contrário da psique recheada de luz
Peido de pena de ganso
Fedido
Garras de gato
Careta
Escolha sábia, arrogante e jornalística
Como um macaco
Besouro verde voador
Foto
Digo para soltarem a corda da Obsessão
Mas me sinto o legítimo rei da Podridão
Seja suave
Fino como a película da neve
Aspas imitação engenharia
Gostamos de pôr armas na boca
Adoramos mastigar balas de titânio como se fosse chiclete
Proposital
Programação
Trema na letra perneta
Sumiço
Beleza
Equilibrar
Limitado
Assombrado pelo químico
C sem O
Consequência
Arte precisa de paciência, talvez
Dois S
Sinto medo e nervosismo
Mancada adicional
Senado dos alguma Coisíssima
Distorção
Se te derem um limão, desperdice o limão
Personagem para criar
Brilho
Vozinha fofa
Vício maldito e orgásmico
Me frustra
Inflexão lembrei de ti
Teatro cujo labrador embriagado se orienta no espaço
Gelo frio
Pessoalmente impessoal
Inspiração
Menina cheia de dragões na alma
Coletor de almas coloridas cheias de pixels
Papel escrevendo tudo o que se mostra
Rima desenfreada
Estrelas e lua
Amo estrelas e lua
No amaldiçoado cheio de bençãos plural
Se perdeu a iluminação
Complexa mente
Caçar aves
Maquiagem
Vários tipos de peles
Círculos feitos de sombra
Maratona
Fast food
Deliciosa
Pensar é respirar
A sabedoria é sensual
Você acha que acabou
Mas mais explosões negras de trevas vem pela frente
Póstuma e viva homenagem
Harmonia
Espectro amargurado
Sem linha pra pescar
Descartar é ruim
Moral
Gotas de sangue
Aço opressor no pescoço
Plantas adjacentes a fumaça
Mau agouro
Macacos e cocos
Eu sou do contra
Uma mão escrava de emoji
É forma de se isolar
Odeio o corretor
Canso, enjoo, exagero de letra maiúscula
Sotaque
Way out
O carro que se arrebenta contra a placa
Sono travesseiro tudo a ver com dormir
Queixo
O que poderia ter sido
Um singular futuro do pretérito
Viver de fome
Música de selva
Cuspo uma cadência egoísta
A descrição perfeita do inconsciente é a xafurdaria
Pra que repetir experiências?
Tipos de personalidade
Desintegrar tijolo de poesia racional
Lembro da comparação de tijolo com bolo de carne
Há pistas
Muitas pistas
Tartaruga quelópode notas branco preto verde vermelho azul
Não se focaram na lente só as estrelas
Foi mágico
Agitação
Uma ponte leva à outra
Come back like a esponja
Heroína, cocaína
Ai ai
Pedra carregando





quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Poema:" Desconforte - se"

Desconforte - se
A vida não é construção
A vida é só desconstrução
Porque nada nesse universo é racional
E em sapiência cambaleante alternam –se no tocar do piano Apolo e Dioniso
A maresia, os ventos mudam enquanto a lua respira tranquila
Mas a rocha é como a pá que enterra a cápsula do tempo
Só que de um polo negativo
Mitos de cimento esculpidos por cidadãos que merecem esfaqueamento
Ops
Ovo mexido no DOPS
A tartaruga já acionou a mitocôndria pra mostrar liricamente a simbologia ateniense
Sonhos, brumas crescer plantas entrelaçadas
Poeira que atravessa a lupa
Fumar flor
Dente que quebra papel descascar pelo de mel
Aspas viradas inesperadas sorriso abajur que acende
Montanhas rosas unicórnios rosas
Válvulas de papel higiênico formiga gênio estralo expande densa destila química
Balde ácido estúpido tácito
Para masturbar nossos egos está o correio de pegadas
Lealdade aos porcos
Manchas de leão na neve
Curativo que não coagula
Bate o sinal e tudo entra
Portão estão melancias ali congelando no morno da chuva bailarina de lava
Chá lamber chantilly
Patinho desafortunado soneto desconfortável sentimento indecifrável fumaça de gângster amassado cara de terno azul chuvisco capacete língua fazer o mesmo favo
Átrio queima sangue gangrena sinestesia cai o morango da árvore
No set de filmagem o diretor grita angustiado
Rima estripa é pra consolar travesseiro saudade pele que messias habita o lugar do coqueiro onde foi todo o momento saiu pela tangente entrou pelo cano do tubarão que fazia seno cosseno vírgula de Tião quero bater o som na madeira linhas três linhas carregador estripador
Jovens espíritos mastigando biscoito de brasão de história em quadrinho em história em quadrinho verde bolha tinta rosa sem inspiração falta de conexão cadê você entrou num laboratório de castelo tinta de areia é todo o vocabulário que geme no parto do instrumento essencial corredor de maratona o tal que produz trovão com martelo
Acredite no ceticismo demoníaco e plante grama ou ouro
Em cima de espectros que colocam seu ouro no calabouço ou no útero
Violino arrepiou –se ler hashtag pulante pirulito que pula visualiza pirata

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Poema: " Enterro jacobino"

Enterro jacobino
Um arbusto que cai de uma cachoeira
Um pecado cometido em torno do sol
Criação bioantrópica estelar
Transpira apodrece no balé dos odres super defecados capitalistas
Fuck me
Trovão que é elétrica menstruação
Supérflua profundidade de lagarta
Como a luz com a qual nos masturbamos
Sempre com um fantasminha sombrio agarrando as pernas e as bolas
Super - herói que sangra, enterrei - te num sarcófago vazio
Só te enterrei, foi só isso mesmo
Círculo mentira detonada aqui e ali
Enquanto isso és parado
E fantasiado
Rosno para a lua
Mastigar o aparelho
Era um cheiro bom
É tudo confusão
Mas é assim que temos que viver
Ardia bastante como está ardendo agora
Gengiva revista tonalidade implacável imemorável tem que ter um peixe na linha
Somos condes e lordes
Macacos enfeitados
Estrela mastigada
Converse com o espelho
Ele te entenderá
Put us now
Capa dias da semana fricção 
Desconfortável amabilidade
Tell me what do you see 
Inc.? Meleca
Me engula dragão
Furadeira que furou a revista
Fé ré nhenhenhé dente
Ganso pinguim desenho animado
Não quero ver o seu lado chato
Sabe Filho? Acaba sempre saindo em um espirro enquadratório
Gato ronronante animal que pula
Vou abstratar vo ou e cê
Inquisitório
Inapto
Inato
Vaca come capim
22 minutos
22 segundos
22 almas
22 corações
22 mentes
22 corpos
Com orgulho
Corporation
The believer
Risesfdtzysgfg DON't NoW What That MEAns
Put us back
In the track
Eu vejo bonecos zumbis
Cabelos em chamas
Beijo na foto
Alma estúpida
Formol alquímico no Durante

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PS: Por favor comentem dizendo o que acharam! Eu devo postar mais poemas meus ou não ? Obrigado por lerem isso

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Reclamações de um assistente dos deuses" ( PILOTO)

Listas pretas e chamas verdes passavam através do Encanamento Sonoro da Camiseta 2.8, enquanto centauros com asas de anjo, goiabas gigantes no lugar da cabeça e exemplares da Constituição brasileira de 1988 no lugar dos pés empunhavam espadas sujas de esperma, fluído vaginal, chocolate e pedaços de olhos de potros. Essas espadas amedrontavam os inimigos dos centauros, mulheres nuas de pele verde com anéis de ródio do tamanho do Monte Everest no lugar das mãos e serras elétricas no lugar dos seios. E elas lutavam com as serras elétricas. Por enquanto elas estavam ganhando, já que os centauros se distraíam observando a vagina das mulheres.

Enquanto a luta acontecia e centenas de cadáveres  entupiam o Encanamento, choviam bilhões de camisetas de força, milhares de potes de Viagra, centenas de shurikens e milhões de clipes de papel, tudo isso jogado por Virgulino Azatrekolnhenheji, um fantasma que morrera jogando aquele joguinho do dinossauro de quando a página da web não está disponível e tinha sido colocado por Grória Watt, a Deusa do Vento, como substituto de Adolf Hitler na tarefa de ser o Cupido, função mais conhecida na lixeira cheia de cascas de banana em que Grória vivia como Gestor Medroso Do Amor Romântico Que Fode Tudo E Usa Crack Duas Vezes Por Semana A Cada Mil Anos, ou simplesmente  GMDARQFTEUCDVPSACMA.

Você poderia perguntar, caro leitor super iludido que perde sua imprescindível migalha genérica do Tempo defendendo os hipócritas “ direitos humanos” elaborados naquele antro de ervilha ( leia – se: maldade injustificada, porque se você usar Maquiavel toda maldade pode ser justificada, ou seja, a ervilha é fruto da preguiça humana) chamado França, por que Hitler seria escolhido pra ser o Cupido, já que ele é um “ monstro e coisa e tal” . Hm, o senhor ou senhora gostaria de um sanduíche de FODA –SE bem baratinho, que tal ? Só R$ 9, 90. O que você faz nem é levado em conta depois que você morre, amiguinhos. Porque os deuses não gostam dos Homo sapiens sapiens, então não deram alma pra essa cambada de filho da puta aí. Na verdade, os deuses odeiam tanto cada elétron de cada átomo de cada célula de vocês que quem só faz MUITO mal pra humanidade e pro planeta Terra ganha alma depois que bate as botas.

Foi o caso de Hitler, que anos depois, em 7002, foi promovido a Cupido. Mas aí 33375 anos atrás, em 16867, ele andou se engraçando com a Regina Casé, a amante da Grória, e está até hoje preso em uma abóbora do tamanho de um botão. A abóbora fica na tampa da privada do banheiro onde a alma preferida da Grória, o imperador romano Nero, fuma maconha todos os dias da Eternidade desde que morreu.

Outra pergunta muito frequente é porque a Regina Casé tem alma, se não é má. É porque a Grória, ao contrário de todos os seres vivos e mortos que já viveram, vivem ou viverão em ABSOLUTAMENTE TODOS os universos, planos e até dimensões paralelas que já existiram, existem ou existirão, sente tesão pelo corpo de Homo sapiens sapiens da Regina Casé, e quando ela morreu, no dia 4 de dezembro de 2015, a Deusa do Vento resolveu dar – lhe uma alma que se parecesse com seu corpo terreno para que elas pudessem fornicar uma com a outra por toda a Eternidade.

Como ninguém nunca quis, quer ou quererá pegar ela além da Watt bizarra, a Regina aceitou como uma ovelhinha obediente e pronta pra fazer um boquete a proposta de fornicação da deusa. Infelizmente para a esquisita ( esse adjetivo pode ser usado tanto para a Grória quanto para a Casé, por conseguinte vou deixar no ar), ela não pode fazer isso sempre, pois tem em obrigações em sua função divina... merda, deu a entender que era a sovaquenta ventania, caralho!

Que saco!

Vou ali comer uma pizza e não sei quando volto, por causa do engarrafamento causado pelos excessivos clipes de papel e Viagras da Batalha dos Seis Minutos. Maldito Azatrekolnhenheji!
Alguém me mandou um telegrama ( sim, seu adolescente arrogantezinho, telegramas voltaram à moda em 50242, tá ?) dizendo que é de Moscou e quer saber o que o Virgulino fez de tão ruim para ganhar uma alma. Porra, eu estou comendo pizza de cabeça de robô e tomando sangue de rato, tô relaxando, quase alcançando o nirvana, e é com certeza melhor do que setenta e oito mil orgasmos, e você me vem com essa pergunta com cobertura de tosquice desmedida e imensurável, seu aborto de dragão ?

Você não paga o meu salário, seu bosta.  Considerando esse fato esplêndido e magnífico, I shall not let you mandar em mim, seu porra.  Agora me deixa terminar minha bebida.

Três semanas se passaram ( literalmente) e eu acabei de voltar do engarrafamento. Estava lá de boa, fumando um com o Nero, quando uma guria de alguma região inóspita do interior da China me enviou um telegrama IMENSO, IMPLORANDO pra eu falar sobre o porquê do substituto de Cupido ter alma! Vai se foder!

Eu tenho uma reunião daqui a doze horas com o meu advogado porque estou sendo processado pelo PCPDL ( Profanos Correios Pálidos De Louça) pela INSUPERÁVEL quantidade de telegramas que estou recebendo de adolescentezinhos assistidores de reality shows mundanos me oferecendo desde tijolos até muco nasal de unicórnios para me convencer a dissertar sobre a jornada maléfica da vítima do Google. Os Profanos alegam que o número que abrange as cartas a serem enviadas para a minha pessoa já não cabe em seus estoques.


 OBS: Caso tenham gostado e queiram ouvir mais das palavras desse reclamão, é só dizer nos comentários.  

sábado, 27 de dezembro de 2014

Mais parágrafos de " Vladimir"

Ficou rezando para Alá enquanto esperava. Logo Liesel chegou com o bebê Werther nos braços. Ele era uma perfeita mistura do sangue chinês do pai de Olímpiel, do sangue espanhol da mãe do mesmo, do sangue alemão do pai de Liesel e do sangue nigeriano da mãe dela. Depois de chorar por alguns minutos ao ver ao filho ( ato involuntariamente imitado por Liesel, que murmurava “ Eu te odeio, Olímpiel, mas estou emocionada com o nosso lindo filho!” ), o psicólogo disse em sueco à ex – mulher, para conferir um tom de privacidade à conversa:
_ Na próxima semana quero levar Werther à Grécia para conhecer minhas mães adotivas e meus irmãos.
A escritora fez uma expressão de perplexidade e respondeu em japonês:
_ A sua loucura voltou ?!!!! Ele é extremamente prematuro, nem vai ser criado por você e ainda quer leva –lo a outro país! Além disso, seu avô é um viciado em heroína, suas mães têm câncer e seus irmãos vão querer com certeza leva –lo àquele circo estúpido deles, onde ele pode ficar surdo com tanto barulho!
Ao que ele contra – argumentou em grego:
_ Vou pedir para minhas irmãs cuidarem dele... e você sabe que Sakura vai estar comigo... ela é muito responsável, graças a você, e vai manter Werther longe do vovô e do Circo de Dioniso. Sem falar que ver seu primeiro neto poderia fazer minhas mães esquecerem por um momento a quimioterapia. Ah, quase esqueci... ambos sabemos que, obviamente, vou criar meu filho!!
De um jeito que pareceu repentino e inconsequente a Olímpiel, a escritora berrou em português:
_ VAI CRIAR PORRA NENHUMA! MAJIN ESTÁ PREPARADO PARA SER PAI, NÃO VOCÊ! E NÃO VOU PRIVAR MIKE JR. DE TER UM IRMÃO!!!!!!!!!!!!
A secretária que ele assustara antes se sobressaltou com o berro de Liesel e perguntou, alarmada:
_ A senhora tá se sentindo bem, senhora Machine ? Posso arrumar um remédio pra depressão pós – parto e...
_ Estou bem... jovenzinha, agradeço. – disse Liesel para a secretária, forçando um sorriso brando, e em seguida acrescentou em um murmúrio quase inaudível para Vladimir: _ Vamos parar de brigar, senão Werther pode começar a chorar.
_  Concordo totalmente. Vou sair pra tomar uma cerveja ali no Eom Pub e te encontro daqui a quatro dias lá para conversarmos mais calmamente sobre isso, tudo bem ? – sussurrou o psicólogo em mandarim.
Ela desatou a rir nervosamente. Um olhar de atordoamento deprimido cruzou seus olhos e a mãe murmurou em sueco, com uma pontada muito audível de raiva na voz:
_ Se um dia eu não quis enxergar que você é um louco psicopata, esse dia já passou faz tempo. Como pode sair pra se embebedar quando seu segundo filho nasceu ?!!!
 O iPhone 2 apitou. Liesel mostrou o dedo do meio para Vladimir e entrou junto com Werther  em outra sala do Neves. Vladimir se entristeceu e chorou baixinho por alguns poucos minutos. Em seguida começou a usar o iPhone e percebeu que tinha recebido outro e –mail de sua filha, desta com um anexo que continha o resto até então escrito da história anterior:
“O pinguim Utgard Darkland estava soltando pipa no jardim de seu castelo enquanto sua irmã gêmea Alfheim Sara Júlia Darkland ouvia heavy metal no Ipod que seu avô materno jupiteriano – legendiano - chinês, Heráclito Tsé – Tung Noel, lhe dera. Os dois irmãos eram inseparáveis e viviam aventuras divertidas explorando a Península Japonesa junto com seu mordomo Girafa, uma girafa albina macho.
Infelizmente, a parte colorida da pipa de Utgard se enroscou em uma árvore próxima. Ele começou a chorar e berrar. Alarmes de incêndio começaram a soar no castelo. Alfheim revirou os olhos impacientemente para o irmão.
De repente, Heráclito Tsé – Tung Noel saiu do castelo pela ponte levadiça, que havia sido abaixada. Ele se vestia como um Papai Noel daqueles de shopping, só com um elmo de cavaleiro das Cruzadas terráqueas no lugar do gorro e chinelos marrons rasgados no lugar das botas.  Tinha uma barbicha e um bigode ralo pintados da cor de vinho, tinha as características físicas usuais de um chinês, porém possuía uma cabeça verde gelatinosa, antenas laranjas, rabo bifurcado vermelho e olhos completamente azuis como o céu, sem pupila. Ostentava no braço esquerdo uma tatuagem colorida da bandeira da extinta União Soviética.
_ Está tudo bem, Utgard ? – perguntou ele em  ierodaugníl.
Vruuuuummm, fez o carrinho. Os trilhos reagiram, brilhando com uma luz rósea. Suor escorreu pela testa de pato do passageiro mais magro. Fumaça era tragada por ele, que mordia um charuto cor de sorvete de baunilha enquanto os trilhos soltavam faíscas laranjas e o passageiro mais velho berrava em árabe porque o desespero o consumia. Sua prima gorda estava extremamente calma, com um raio de Zeus a tiracolo e uma Bíblia a seu lado, bebendo de uma taça cheia de vinho.
“ Testa de Pato” observou alarmado enquanto o carrinho se aproximava de uma curva da montanha – russa. Praguejou ao ver o contrato que seu pai acabara de assinar ser levado pelo vento no início da curva. Os pedaços de papel grampeados voaram em direção a um poço de fogo no meio da curva.
De forma súbita, os trilhos da montanha russa caíram e o carrinho despencou no vazio. A gorda arregalou os olhos e beijou a testa do velho. “ Testa de Pato” ouviu uma reza resignada escapar dos lábios sujos de vinho dela.
_ Vamos cair no Vulcão Magnético! – gritou o velho em árabe, ao mesmo tempo em que a gorda jogava o raio de Zeus embaixo do carrinho. Uma descarga elétrica inigualável aconteceu, e o carrinho foi eletrocutado.
A porta do prédio foi aberta e um mendigo vestindo trapos e segurando um caderno de capa vermelha entrou. O porteiro, que observava as imagens captadas pelas câmeras de segurança do exterior e interior do edifício enquanto mascava um chiclete distraidamente, olhou desconfiado para o recém – chegado:
_ Quem é você ? – perguntou bem rispidamente para o mendigo.
_  Rehtorb  Ummirg, senhor. Vim discutir um assunto urgente com Antônio Ricardo Filho... ele está ? – perguntou com uma voz serena ele.
_ Saiu. O doutor quer que eu deixe algum aviso ? – disse o porteiro, mudando o tom de voz e assumindo uma postura servil.
_ Não é necessário, Hopkins. – Ummirg abriu um sorriso malicioso, como quem sabia de algum terrível segredo.
_ Perdão... o doutor me co – co – co – conhece ?! – gaguejou o porteiro, iniciando uma descontrolada roída de unhas.” , leu o psicólogo novamente. Mais uma vez se sentiu anestesiado.
“ Minha filha é uma verdadeira artista” , pensou ele com orgulho.











sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Resenha de " A Guerra dos Tronos", de George R. R. Martin

Resenha: As crônicas de gelo e fogo – Guerra dos Tronos
Game of Thrones é assim: nas primeiras páginas, você pensa: porra, essa porra de livro vai ser um saco”. Aí você fecha o livro. Depois se passam três semanas, você já leu TODOS( no meu caso, todos seriam entre 4 e 16 livros, em um período normal)  os livros da sua “ fila de leitura”, que  é composta pelos livros que você planeja ler futuramente, e você está em uma porcaria de crise de abstinência de leitura e pra sair desse inferno você volta a ler.
Trinta páginas iniciais e o resumo dos seus pensamentos é: “ Cacete, eu estava certo, esse livro esquisito é uma bosta”. Um pequeno tempinho se passa e o enredo te agarra pelas bolas, te acorrentando ao maldito tijolo em forma de livro, e as descrições, as quais horas antes você achava serem amaldiçoadamente e endemoniamente exageradas,  se tornam deliciosamente exageradas. Tá, elas são minuciosas DEMAIS e qualquer um as usaria pra cair numa porra de hibernação de urso polar, mas você está cagando, porque você está perdendo a sanidade mental de tanto querer saber se os lobos gigantes são um sinal.
Resumindo, o início é uma maldita subida lenta e entediante de montanha – russa que se transforma em uma descida cheia de atrito e frio na boca do estômago. Metáforas para isso são escassas, mas enfim... o meio é como um loop do brinquedo, cheio de ansiedade e desorientação. O excesso barulhento de detalhes te deixa tonto, e num choque você percebe que o velhinho obeso parecido com o Papai Noel que escreveu o livro é o deus da morte encarnado e um serial killer cujo nome ficará para a posteridade por matar personagens.

Sem mais delongas, o final é tão intenso que você fica com medo de não conseguir dormir enquanto não conseguir pôr as mãos no segundo livro da série.